Francesca
Woodman e Jan Saudek são dois grandes nomes da fotografia autoral que tratam de
um tema semelhante um com o outro. Ambos tem o corpo como temática, ao mesmo
tempo que falam sobre o sexo também.
É
interessante notar como é a vida ou visões sexuais dos artista que trabalham
com este assunto. Sempre há histórico de confusão nesta questão em suas vidas,
algum desvio de padrão, decepções amorosas e sexuais ou mesmo excesso sexual.
Woodman cometeu suicídio aos vinte e
dois anos de idade, tinha lá seu histórico sexual também. Sua vida não parece
ter sido tão perfeita, mas parece que ela soube se resolver bem em sua
linguagem artística. Ela utilizava mais o próprio corpo em algum espaço
(normalmente um quarto) e suas fotografias tentavam de alguma forma chamar
atenção à ela mesma.
Saudek conseguiu sua fama depois de
muito esforço, mas ainda em vida, portanto, pode presenciar o tipo de aceitação
do público, pode estar presente em suas exposições e assim ajudar na
organização delas. Isso é um privilégio de não muitos artistas. Woodman, por
exemplo, embora já tivesse seu reconhecimento em seus ciclos de amizade e nos
ambientes em que estava presente, especialmente faculdade, tanto é que boa
parte de suas fotografias são exercícios ou trabalhos da faculdade onde
estudou. Seu reconhecimento artístico é portanto, mais póstumo, por isso não
pode estar presente em suas exposições e tudo mais.
A presença ou ausência do artista é com
certeza, significativa em uma exposição. Se ele não está presente, devido a sua
morte, com certeza, as críticas não o atingirão, por isso, o resultado será
diferente porque ele mesmo não terá o direito de se defender. E quem o
defenderá? Será que seu defensor entente bem o que ele queria, quais eram suas
intenções, seus anseios...? Sobre isso, o filme “Fotos Proibidas” também fala.
Embora a discussão feita por causa da exposição do fotógrafo Mapplethorpe tenha
acontecido sem sua presença e, por isso, sem seu direito de defesa, uma decisão
foi tomada e sem dúvidas foi importante para se levantar várias discussões
sobre liberdade de expressão, liberdade poética, ética, direitos... O que
talvez pudesse ganhar outro rumo se o artista estivesse vivo e usasse talvez o
bom senso de não querer brigar. Claro que com ele ou com outro, em algum
momento esta discussão apareceria, mas todas estas questões são relevantes
quanto a produção artística.
Nenhum comentário:
Postar um comentário